O termo Kayapó (algumas vezes escreve-se “Kaiapo” ou “cayapo”) foi utilizado pela primeira vez no início do século XIX para se referir ao grupo de Índios em questão. Este não é o nome que eles se deram a si mesmos, ao contrário, é um termo que os Índios vizinhos usavam para se referis ao Kayapó. Os Kayapó têm consciência do nome que os outros usam para se referir a eles, mas eles se auto- intitulam de Mebêngôkre “pessoas do espaço entre as águas” – provavelmente porque as suas vilas se situavam tradicionalmente entre o Tocantins e os rios Araguaia.
Os Kayapó subdividem-se em vários grupos e sub-grupos, cada um com o seu próprio nome. Os grupos que vivem no oeste do grande Rio Xingu fazem todos parte dos Mekrãgnoti (“as pessoas com grandes pinturas vermelhas na face”). No transcorrer do século XX, este grande grupo dividiu-se em várias entidades menores. Os Mekrãgnoti do extremo sul que vivem bem no norte do Parque Indígena do Xingu, são normalmente chamados de Txukarramãe (“pessoas sem arcos”). Este é um nome que lhes foi dado pelo vizinho Juruna. Uma vez que os “Txukarramãe” se auto-intitulam Metuki (“as pessoas que são totalmente escuras”) hoje, o termo Mekrãgnoti é reservado para os grupos localizados mais ao norte que vivem na área entre o Rio Iriri e seu afluentes.
Texto elaborado por:
Gustaaf Verswijver
Antropólogo Royal Museum
Bélgica



